Melhores bónus Copa do Mundo Brasil x Suíça

A análise mais comum do Grupo E, que o Brasil encabeça, é que os pentacampeões do mundo não terão grandes desafios.  O maior deles provavelmente será a Suíça, no jogo de estreia, dia 17 de junho na cidade de Rostov.

A Suíça chega para a sua quarta Copa do Mundo seguida, algo que só tinha ocorrido uma vez – 1934, 1938, 1950 e 1954 – e com o benefício que a última dessas Copas foi em casa. Nessa sequência, a Suíça fez bom papel na Copa da Alemanha, sendo eliminada nas oitavas de final sem ter sofrido um gol a competição inteira. Depois de eliminada na fase de Grupos em 2010, a seleção europeia voltou a deixar boa imagem, caindo nas oitavas, na prorrogação, para a vice-campeã Argentina. Angel Di Maria tirou o 0 a 0 do placar a apenas dois minutos dos pênaltis.

Mas a ideia do ferrolho suíço, que ganhou destaque na Copa de 2006, faz parte do passado. Já na Copa de 2014, o time levou uma das maiores goleadas da competição, um 5 a 2 para a França, que só não foi pior porque o time mostrou interesse após estar perdendo por 5 a 0. Nas eliminatórias para a Copa do Mundo a equipe ficou em segundo no grupo, empatado em pontos com Portugal, e foi vazado sete vezes, levando gols das fracas seleções da Hungria e Andorra.

Outra prova da “abertura” da seleção suíça é o fato dos dois principais jogadores, Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, causarem seu impacto do meio para a frente. Xhaka é jogador do Arsenal e Shaqiri passou por Bayern de Munique e Inter de Milão, antes de chegar ao Stoke City, onde joga hoje.

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Mas talvez o time ainda tenha a defesa em seu DNA. O time se classificou para a Copa do Mundo ao bater a Irlanda do Norte com placar agregado de 1 a 0 no mata-mata. E jogando contra o Brasil, favorito para vencer a Copa, a Suíça, considerada pelas casas de apostas como a mais improvável de ganhar a Copa entre os europeus, junto com Dinamarca e a Islândia, se fechar pode ser uma solução.

O Brasil já está acostumado com essa postura e até marcou um amistoso contra a Áustria, que tem essa característica, pensando em retrancas adversárias. A característica da seleção favorece furar bloqueios desse tipo, já que Neymar, Philippe Coutinho e Willian conseguem jogar pelas pontas e Gabriel Jesus no comando do ataque também abre bem e tem na velocidade uma de suas características.

Porém, joga contra o Brasil o histórico recente de estreias nervosas e resultados apertados. Contra a Croácia, em casa, um 2 a 1 com favorecimento da arbitragem. Em 2010, contra a fraca – isso para ser simpático – Coreia do Norte, outro 2 a 1 com fraco futebol. Em 2006 mais um jogo contra a Croácia, 1 a 0 gol de Kaká. E em 2002, jogo icônico e também com favorecimento pela arbitragem, 2 a 1 contra a Turquia.

Então o Brasil é claramente o favorito para vencer a partida, mas o mesmo aconteceu nas quatro copas anteriores e resultados magros vieram. É interessante ter isso em menta ao fazer a análise da partida do dia 17 de junho.