A Copa de 1998 foi especial para a Croácia, chegando até a semifinal e abrindo o placar contra a campeã França, antes de sofrer a virada. Em 98 também tivemos a última grande performance da Dinamarca em mundiais, chegando até as quartas e fazendo um jogaço contra o vice-campeão Brasil. Derrota por 3 a 2, mas saindo de cabeça erguida.

Pois bem, essas duas seleções chegam 20 anos depois com totais condições de igualar suas campanhas.

A Croácia fez uma fase de grupos primorosa. Depois de cair nessa etapa na Copa do Mundo no Brasil, o time de Luka Modric e Ivan Rakitic não repetiu os mesmos erros. Bateu a Nigéria na estreia, arrasou a Argentina em uma das melhores performances de uma seleção nesta Copa e mesmo não precisando do resultado, venceu a Islândia na última partida.

Antes do dia final da fase de grupos, apenas a Croácia, Bélgica e o Uruguai conseguiram 100% de aproveitamento e o grupo dos croatas foi o mais difícil.

Croácia tenta repetir 1998; Dinamarca está no meio do caminho

Lenda da Croácia e principal figura na campanha de 1998, o ex-atacante Davor Suker já disse que Modric é o maior jogador da história do país. E isso faz total sentido ao ver ele jogar. O baixinho com certeza não é uma força física, mas sua visão de jogo e noção de espaço fazem sua altura se tornar insignificante.

Ele dita o ritmo, enquanto Rakitic, jogador do Barcelona, é mais agudo e o resto do time corre e se impõe na força.

Mas curiosamente a Dinamarca também tem seu camisa 10 talentoso. Christian Eriksen, que foi basicamente o substituto de Modric como o motor do meio-campo do Tottenham, é outro jogador que parece dominar o ritmo do jogo.

A Dinamarca não tem tanto talento como a Croácia, com Eriksen e o goleiro do Leicester Kasper Schmeichel. Lembrando de 98, o meia do Tottenham e o goleiro do surpreendente campeão inglês em 2015/16 não são como Michael Laudrup e Peter Schmeichel, pai de Kasper. Mas com uma defesa sólida que só levou um gol até o momento e de pênalti, há razão para sonhar em uma classificação.

Então os dois olham para 98 com carinho. A Croácia tem seu melhor time desde a Copa da França, mas chegar até as semis é uma tarefa ingrata. Já a Dinamarca está a apenas um passo de igualar a seleção dos irmãos Laudrup. Quem vai se dar bem?

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