França não quer desperdiçar time talentoso, mas terá grande desafio

Campeã em 1998 e vice-campeã em 2006, a França passou por um período turbulento que incluiu uma campanha vergonhosa em 2010 e uma reconstrução que gerou um bom papel na Copa de 2014, no Brasil. Agora em 2018, o time precisava estar pronto. Está mais ou menos. E terá que encarar um difícil desafio já nas oitavas de final, pegando a Argentina de Lionel Messi.

No talento, no papel, poucos times têm mais a oferecer que a equipe de Didier Deschamps. Raphael Varane e Samuel Umtiti são os zagueiros titulares de Real Madrid e Barcelona respectivamente. O goleiro Hugo Lloris é um dos melhores do mundo. N’Golo Kanté é o melhor volante “carrapato” que existe no futebol hoje.

Paul Pogba é um fora de série tecnicamente por aliar seu 1,91 m com habilidade, agilidade e rapidez. E à frente, que ataque tem peças melhores que Antoine Griezmann e Kylian Mbappé? O Brasil, talvez?

Então estamos falando de uma seleção histórica, com o Brasil de 1970 tendo que se cuidar para não ser esquecida por esse espetacular esquadrão francês? Não, não estamos. Antes da Copa do Mundo a equipe não parecia se acertar e a primeira fase não empolgou muita gente. Sim, a liderança do grupo veio com duas vitórias e um empate no terceiro jogo, que nada valia. Mas futebol mesmo, de qualidade… só vimos alguns minutos de brilhantismo até agora.

França precisa mostrar mais em campo

Talento ganha Copa e estamos cansados de ver isso. Mas a França precisa mostrar mais em campo. E terá uma boa oportunidade contra a Argentina.

Por causa da campanha proibida para cardíacos dos hermanos na primeira fase, a classificação só veio no minuto 87 e com uma segunda posição que caiu do céu. E por isso teremos esse confronto já nas oitavas.

Lionel Messi, que fez um belo gol contra a Nigéria, ainda deve em relação a seu futebol de primeira classe do Barcelona. A título de curiosidade, ele caiu três vezes seguidas para a Alemanha: em 2006, 2010 e 2014, as duas últimas quando já era uma estrela do futebol mundial e com o plus de em 2014 ter sido na final da Copa.

Agora a Alemanha não está mais, mas a França pode perfeitamente substituir seus vizinhos ao leste no papel de algoz dos argentinos. O time é superior, só falta acordar em campo para ser considerado um favorito inegável para levar a Copa.